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17 de fevereiro de 2010

As meninas - Lygia Fagundes Telles


As Meninas, romance escrito em 1973, apresenta a vida e as relações afetivas, sexuais e familiares de três jovens universitárias, no auge da ditadura militar no Brasil. Foi um dos raros textos que ousaram abordar temas como a repressão e a tortura. A narrativa se desenrola no microcosmo que é um pensionato de freiras, onde vamos encontrar Lia, Lorena e Ana Clara, três personagens provenientes de classes sociais diytintas. A autora escolheu para lutar contra a opressão e a decadência, personagens com individualidade própria e uma história, com sonhos de juventude, fantasmas do passado, contradições em que se debatem, ora sob o impacto dos seus impulsos de libertação ora sob o peso do que as aprisiona. Amigas íntimas, dialogam, refletem e monologam, questionando-se. A sua união é no entanto precária, e não apenas por ser circunstancial, mas porque cada uma segue um caminho que lhe é próprio, um destino individual que transcende qualquer análise sociológica. Lygia Fagundes Telles gera, com a sua arte, uma força vital que se transmite e um êxtase que seduz, graças a uma escrita inovadoramente romanesca que a consagrou em definitivo, com este romance, como um dos maiores nomes da literatura brasileira.

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15 de setembro de 2009

O menino do pijama listrado - John Boyne



Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus.Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.Em uma de suas andanças Bruno conhece Samuel,um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

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30 de julho de 2009

Macunaíma - Mario de Andrade


Rapsódia escrita em 1926 e publicada em 1928, traz uma variedade de motivos populares que Mário de Andrade juntou de acordo com as afinidades existentes entre eles.Trata-se de uma espécie de "coquetel" do folclórico e do popular do Brasil. Mário de Andrade mistura o maravilhoso e o sobre-humano ao retratar as façanhas de um herói que não apresenta rigorosos referenciais espaço-temporais – Macunaíma é o representante de todas as épocas e de todos os espaços brasileiros.


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Iracema - José de Alencar


Do amor entre o colonizador Martin e a índia Iracema, surge una nova nação. Aventura e lirismo se misturam nesta lenda lírica, narrada em linguagem poética, em que José de Alencar apresenta metaforicamente as origens do Brasil. Iracema é um dos pontos altos do Indianismo em nossa literatura.


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25 de julho de 2009

A mão e a luva - Machado de Assis


Este romance dá a medida da maneira de ser de Machado de Assis, ao analisar personagens e episódios da vida carioca na segunda metade do século XIX: o ambiente das chácaras nos arredores do Rio de Janeiro, as reuniões familiares, as leituras em voga, a Rua do Ouvidor, e tudo ou quase tudo que se poderia chamar de "as delícias da Corte", sendo que a personagem Guiomar já se impõe entre as grandes criações femininas do autor.



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Quincas Borbas - Machado de Assis


Espécie de continuação das "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba" é mais um dos romances clássicos de Machado de Assis e da literatura brasileira. Machado conta aqui a história de Rubião, um professor que enriquece subitamente após receber uma farta herança do filósofo Quincas Borba (personagem presente em "Memórias"). Para receber a herança, porém, Rubião se compromete a cuidar do cachorro do filósofo --também chamado de Quincas Borba. De posse do cão e do dinheiro, Rubião parte então rumo ao Rio de Janeiro, em busca da vida encantada de sexo, poder e fama da corte. Lá, ele tem de lidar com a sociedade mundana, os jogos de salão e a esperteza. Ao narrar a busca de Rubião, Machado oferece ao leitor uma análise provocante da vaidade, dos desejos e da própria condição humana.

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VESTIBULAR: "Quincas Borba" é leitura obrigatória para o vestibular da UFRS.


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Dom Casmurro - Machado de Assis


A alquimia narrativa de Machado chega às alturas em "Dom Casmurro", considerado por muitos como seu maior romance. Publicado em 1899, quando o autor já era reverenciado por "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "Quincas Borba", é narrado pelo advogado Bento Santiago, o Bentinho, apelidado de "dom Casmurro" devido à sua introspecção. Já velho, Bentinho passa em revista a sua vida, centrada em seu amor pela mulher Capitolina, a Capitu. Bentinho e Capitu se conhecem ainda crianças e passam a namorar na adolescência, às escondidas. Mais tarde se casam contra a vontade dos pais. A história de amor transforma-se em pesadelo quando Bentinho passa a ser perseguido pelo ciúme e pela dúvida, suspeitando que Capitu o tenha traído com o seu melhor amigo, Escobar. Fica no ar a pergunta mais clássica da nossa literatura: Capitu traiu Bentinho? Machado não oferece pistas concretas, apenas o relato ambíguo e traiçoeiro do narrador, fruto de sua própria subjetividade. Mesmo assim, ou justamente por isso, a história enfeitiça o leitor e pede para ser decifrada, mesmo por aqueles que sabem que a resposta definitiva nunca será alcançada.

_______________________________________________________________________ VESTIBULAR: "Dom Casmurro" é leitura obrigatória para os vestibulares da PUC-SP, Cásper Líbero-SP e UFSC.


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Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis


"Memórias Póstumas de Brás Cubas" é o romance que marca a ruptura de Machado com sua fase romântica e o início de sua fase mais brilhante. É um marco da maioridade e, para muitos, o maior romance da literatura brasileira. Brás Cubas, narrador ficcional do livro, levanta da tumba para contar, com a isenção que só a morte permite, a história de sua vida. Ao brincar com as convenções da ficção e da autobiografia, Machado faz um profundo e saboroso exame do comportamento humano, com humor ácido, ironia e prosa brilhante, reservando surpresas e momentos hilariantes ao leitor, e transmitindo uma dimensão inusitada da solidão humana.

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21 de julho de 2009

O livreiro de Cabul - Åsne Seierstad

Campeão nas listas de mais vendidos do The New York Times, O Livreiro de Cabul foi considerado pela crítica um dos melhores livros de reportagem sobre a vida afegã depois da queda do Talibã. Depois de viver três meses em Cabul, com o livreiro Sultan Khan, a jornalista norueguesa Åsne Seierstad compôs este retrato das contradições extremas e da riqueza desse país.

20 de julho de 2009

O mundo de Sofia - Jostein Gaarder

Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que se vive. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia desconhece. O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de 'lição' em 'lição', o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo muito surpreendente

O caçador de pipas - Khaled Hosseini

Grande sucesso editorial nos Estados Unidos em 2004, onde vendeu mais de 2 milhões de cópias, O caçador de pipas conta a história de Amir, um afegão há muito imigrado para os Estados Unidos, que se vê obrigado a acertar as contas com o passado e retorna a seu país de origem. O ponto de partida do livro é a infância do protagonista, quando Cabul ainda não era a capital do país que foi invadido pela União Soviética, dominado pelos talibãs e subjugado pelos Estados Unidos.

O caçador de pipas está presente na lista dos mais vendidos pelo New York Times e Publishers Weekly há mais de um ano, com publicação em 29 países, além de venda dos direitos para o cinema, com filme a ser produzido pela DreamWorks e dirigido por Sam Mendes, de Beleza Americana.

A menina que roubava livros - Markus Zusak

Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em 'A menina que roubava livros'. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de rouba-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhece-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.

 
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